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História • Cultura • Natureza • Rio antigo

100 curiosidades do Rio de Janeiro que parecem mentira

O Rio já foi sede de uma monarquia europeia, perdeu praias, morros e bairros inteiros, reflorestou uma montanha devastada e transformou um aqueduto em passagem para bondes.

Vista aérea histórica do Forte de Copacabana e das praias de Ipanema e Leblon
Vista aérea do Forte de Copacabana, Ipanema e Leblon entre as décadas de 1910 e 1920. Fotografia do Acervo Instituto Moreira Salles/Wikimedia Commons . Imagem em domínio público . Redimensionada para exibição, sem alteração de conteúdo.

Algumas histórias do Rio parecem invenções: uma montanha inteira foi removida, praias viraram avenidas, um estádio recebeu quase 200 mil pessoas e a corte portuguesa governou seu império a partir da Baía de Guanabara.

Muitas listas publicadas na internet misturam fatos, lendas e versões sem documentação. Nesta página, as afirmações foram comparadas com fontes institucionais, acervos históricos e organismos como IPHAN, UNESCO, Biblioteca Nacional, Arquivo Nacional, MultiRio e Prefeitura.

Quando não existe consenso, o texto utiliza expressões como “provavelmente”, “interpretação mais difundida” e “segundo uma versão tradicional”.

A cidade atual foi construída tanto sobre a natureza original quanto sobre partes do próprio Rio antigo: terras de morros demolidos foram usadas para criar aterros onde antes existia mar.

As curiosidades estão divididas em dez capítulos. É possível usar o índice para ir diretamente a história, natureza, carnaval, bairros ou futebol.

Oito fatos para surpreender qualquer visitante

História O Rio governou um império

A corte portuguesa instalou-se na cidade em 1808.

Urbanismo Um morro inteiro desapareceu

O Morro do Castelo foi desmontado nos anos 1920.

Natureza A floresta foi replantada

A Tijuca foi recuperada após o avanço do café.

Música O choro nasceu no Rio

O gênero surgiu na cidade durante o século XIX.

Arquitetura Os Arcos eram um aqueduto

A estrutura transportava água antes dos bondes.

Futebol Quase 200 mil no Maracanã

A final de 1950 teve público oficial extraordinário.

Bairros Realengo não é Real Engenho

O nome deriva das chamadas terras realengas.

UNESCO Primeira paisagem urbana

O Rio recebeu um reconhecimento mundial inédito.

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Nome e fundação do Rio de Janeiro

  1. Nome da cidade

    O nome nasceu no primeiro dia de janeiro

    Uma expedição portuguesa alcançou a entrada da Baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502. A referência ao mês ficou registrada no topônimo Rio de Janeiro.

  2. Versão provável

    A baía provavelmente foi confundida com um rio

    A explicação tradicional afirma que os navegadores imaginaram estar diante da foz de um grande rio. Pesquisadores tratam essa interpretação como provável, mas não como uma certeza absoluta.

  3. Língua indígena

    Guanabara já tinha um nome antes dos portugueses

    Guanabara é um topônimo de origem indígena, frequentemente interpretado como “água escondida” ou “seio do mar”, referência à entrada estreita que protege a grande baía.

  4. Fundação

    A cidade não foi fundada em janeiro

    Embora o nome tenha relação com janeiro, a fundação oficial ocorreu em 1º de março de 1565, mais de seis décadas depois da chegada portuguesa.

  5. Nome completo

    O nome original incluía São Sebastião

    Estácio de Sá fundou a cidade como São Sebastião do Rio de Janeiro. A homenagem unia o santo padroeiro ao jovem rei português Dom Sebastião.

  6. Local da fundação

    O primeiro núcleo ficava perto do Pão de Açúcar

    A povoação inicial foi instalada numa faixa de terra entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, próxima à atual Urca e à entrada da baía.

  7. França Antártica

    O Rio nasceu durante uma guerra contra franceses

    A fundação fazia parte da campanha portuguesa para expulsar os franceses da França Antártica, colônia estabelecida na Guanabara com apoio de grupos indígenas aliados.

  8. Mudança de endereço

    A cidade mudou de lugar poucos anos depois

    Após a vitória portuguesa, o núcleo urbano foi transferido para o Morro do Castelo, posição mais elevada e defensável no atual Centro.

  9. Rua sobrevivente

    Uma pequena ladeira é o que restou da cidade inicial

    A Ladeira da Misericórdia é considerada uma das primeiras vias públicas do Rio e o principal vestígio urbano preservado do antigo Morro do Castelo.

  10. Calendário carioca

    O aniversário e o dia do padroeiro são diferentes

    O aniversário da cidade é comemorado em 1º de março. Já São Sebastião, padroeiro do Rio, é celebrado em 20 de janeiro, feriado municipal.

Quando o Rio virou sede de uma monarquia

  1. Capital colonial

    O Rio tomou o lugar de Salvador em 1763

    A sede do governo colonial foi transferida de Salvador para o Rio, aproximando a administração das rotas do ouro e da região Sul.

  2. Corte portuguesa

    Milhares de membros da corte chegaram em 1808

    A família real e sua administração deixaram Portugal durante as invasões napoleônicas e instalaram-se no Rio, alterando profundamente a cidade.

  3. Império português

    Uma monarquia europeia foi governada a partir da América

    Com a corte no Rio, a cidade tornou-se sede da monarquia portuguesa e do seu império fora da Europa, situação excepcional na história colonial.

  4. Economia

    O primeiro Banco do Brasil nasceu no Rio

    Dom João criou o Banco do Brasil em 1808. A instituição fazia parte da reorganização econômica provocada pela transferência da corte.

  5. Imprensa

    Imprimir livros e jornais era proibido antes de 1808

    A Imprensa Régia foi criada no Rio após a chegada da corte. Até então, Portugal restringia a instalação de tipografias na colônia.

  6. Jornalismo

    O primeiro jornal impresso no Brasil saiu no Rio

    A Gazeta do Rio de Janeiro começou a circular em 1808. O Correio Braziliense é anterior, mas era produzido em Londres.

  7. Biblioteca

    A Biblioteca Nacional nasceu de livros trazidos de Portugal

    Parte da Real Biblioteca portuguesa atravessou o Atlântico com a corte. Essa coleção tornou-se a base da atual Biblioteca Nacional.

  8. Jardim Botânico

    O Jardim Botânico começou como laboratório agrícola

    Criado em 1808, o Real Horto destinava-se à aclimatação de plantas de interesse econômico, e não inicialmente ao passeio público.

  9. Pólvora

    Uma fábrica de pólvora funcionava onde hoje há jardins

    A Real Fábrica de Pólvora foi instalada nas terras que hoje integram o Jardim Botânico. Vestígios dessa atividade ainda fazem parte do local.

  10. Impostos

    A corte ajudou a criar o antepassado do IPTU

    A chamada Décima Urbana foi instituída para tributar imóveis da cidade em expansão. É considerada uma das origens históricas do atual IPTU.

Morro do Castelo sendo demolido durante a Exposição de 1922
Morro do Castelo em processo de demolição durante a Exposição Internacional de 1922. Acervo: Instituto Moreira Salles/Wikimedia Commons . Imagem em domínio público .
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O Rio de Janeiro que desapareceu

  1. Capital

    O Rio foi capital do Brasil até 1960

    A função de capital terminou com a inauguração de Brasília. A cidade havia ocupado posições centrais desde o período colonial.

  2. Estado da Guanabara

    A cidade já foi um estado inteiro

    Entre 1960 e 1975, o antigo Distrito Federal tornou-se o Estado da Guanabara, formado apenas pelo território do atual município do Rio.

  3. Fusão

    O Rio atual nasceu de uma fusão em 1975

    O Estado da Guanabara foi unido ao antigo Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói. A cidade do Rio tornou-se capital do novo estado.

  4. Morro desaparecido

    O Morro do Castelo foi praticamente apagado do mapa

    O local onde a cidade colonial se desenvolveu foi desmontado durante os anos 1920 em nome da modernização, ventilação e expansão do Centro.

  5. Praia desaparecida

    A terra do morro ajudou a enterrar uma praia

    Material retirado do Morro do Castelo foi usado em aterros que modificaram a orla e fizeram desaparecer a Praia de Santa Luzia.

  6. Avenida Presidente Vargas

    Uma avenida eliminou centenas de edifícios

    A abertura da Avenida Presidente Vargas, na década de 1940, demoliu quarteirões, igrejas e parte da antiga Cidade Nova.

  7. Praça Onze

    O berço do samba foi cortado pela avenida

    A Praça Onze, centro de encontros negros, festas, ranchos e sambistas, desapareceu na reforma que abriu a Presidente Vargas.

  8. Praça Mauá

    A Praça Mauá já teve praia

    A área era conhecida como Prainha e possuía contato direto com o mar antes da construção dos cais e dos sucessivos aterros portuários.

  9. Aterro do Flamengo

    Um dos maiores parques da cidade foi construído sobre o mar

    O Parque do Flamengo ocupa terrenos conquistados à Baía de Guanabara com aterros e materiais dragados. O paisagismo foi desenvolvido por Roberto Burle Marx.

  10. Palácio Monroe

    Um palácio monumental foi demolido em plena Cinelândia

    O Palácio Monroe, que já abrigou o Senado Federal, foi derrubado em 1976. Fotografias e fragmentos são hoje os principais registros do edifício.

E a Perimetral?

O elevado que atravessava parte da Zona Portuária começou a ser desmontado em 2013. Sua retirada alterou novamente a paisagem e abriu espaço para o Boulevard Olímpico e o VLT.

Natureza e geografia que parecem inventadas

  1. Floresta da Tijuca

    Parte da floresta foi replantada pelo governo

    O reflorestamento organizado começou em 1861, depois de a produção de café e a extração de madeira degradarem as encostas e ameaçarem o abastecimento.

  2. Café

    Antes das árvores, havia grandes plantações nas montanhas

    Fazendas de café ocuparam partes das encostas hoje cobertas pelo Parque Nacional da Tijuca. A paisagem atual não é inteiramente original.

  3. Trabalho invisibilizado

    Trabalhadores negros foram essenciais no reflorestamento

    A recuperação costuma ser resumida aos administradores, mas dependeu de homens e mulheres negros que plantaram e cuidaram de milhares de mudas nas encostas.

  4. Plantas estrangeiras

    As primeiras mudas do Jardim Botânico vieram das Ilhas Maurício

    O Real Horto recebeu espécies do jardim La Pamplemousse, usadas em experiências de aclimatação agrícola no início do século XIX.

  5. Corcovado

    O Cristo fica a mais de 700 metros de altitude

    O cume do Corcovado está aproximadamente 710 metros acima do nível do mar. A estátua ocupa apenas a parte final dessa elevação.

  6. Pão de Açúcar

    O Pão de Açúcar tem quase 400 metros

    O topo está a aproximadamente 396 metros. A subida do bondinho acontece em duas etapas: Praia Vermelha, Morro da Urca e Pão de Açúcar.

  7. Lagoa

    A Lagoa Rodrigo de Freitas já se chamou Sacopenapã

    O antigo nome indígena foi substituído pela referência a Rodrigo de Freitas de Carvalho, proprietário de terras no entorno.

  8. Arpoador

    O Arpoador recebeu o nome por causa da caça às baleias

    As pedras eram usadas como ponto de observação por arpoadores que procuravam baleias próximas à costa antes da urbanização da Zona Sul.

  9. Biodiversidade

    O município reúne floresta, restinga e manguezal

    Apesar da intensa urbanização, o Rio preserva fragmentos de Mata Atlântica, vegetação de restinga, lagoas costeiras e áreas de mangue.

  10. Paquetá

    Um parque guarda túneis ligados à extração de caulim

    O Parque Darke de Mattos possui túneis associados à exploração de caulim, atividade realizada historicamente com trabalho de pessoas escravizadas.

Cristo Redentor visto sobre a cidade do Rio de Janeiro
Cristo Redentor no alto do Corcovado. Foto: Artyominc/Wikimedia Commons . Licença CC BY-SA 4.0 . Imagem redimensionada, sem alteração de conteúdo.
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Monumentos e edifícios com histórias inesperadas

  1. Cristo Redentor

    O Cristo só foi inaugurado em 1931

    A estátua foi inaugurada em 12 de outubro de 1931. Fotografias do século XIX mostram o Corcovado sem o monumento que hoje parece inseparável da cidade.

  2. Engenharia

    O conjunto chega a 38 metros e pesa mais de mil toneladas

    A altura inclui o pedestal. Fontes históricas atribuem ao monumento peso aproximado de 1.145 toneladas.

  3. Art déco

    O Cristo é uma gigantesca obra art déco

    Apesar do tema religioso, a linguagem arquitetônica e escultórica pertence ao art déco, estilo associado à modernidade das primeiras décadas do século XX.

  4. Trem do Corcovado

    O trem já subia a montanha antes de existir o Cristo

    A Estrada de Ferro do Corcovado foi inaugurada no século XIX. O sistema ajudou posteriormente no transporte de materiais para a construção da estátua.

  5. Bondinho

    O Pão de Açúcar recebeu o primeiro teleférico do Brasil

    O primeiro trecho foi inaugurado em 1912. Na época, o sistema era também um dos primeiros teleféricos para passageiros do mundo.

  6. Segundo trecho

    O bondinho não chegou ao topo no primeiro dia

    Inicialmente, a ligação ia somente da Praia Vermelha ao Morro da Urca. O trecho até o Pão de Açúcar começou a funcionar em janeiro de 1913.

  7. Arcos da Lapa

    Os Arcos não foram construídos como ponte

    A estrutura era o Aqueduto da Carioca, criado para levar água das áreas elevadas até pontos de abastecimento da cidade.

  8. Bondes de Santa Teresa

    Um aqueduto colonial virou passagem ferroviária

    Após perder a função original, os Arcos passaram a ser utilizados pelos bondes que ligam o Centro ao bairro de Santa Teresa.

  9. Theatro Municipal

    O teatro carioca foi inspirado na arquitetura de Paris

    Inaugurado em 1909, o Theatro Municipal integrou a reforma da Avenida Central e dialoga com a Ópera de Paris e outros teatros europeus.

  10. Biblioteca Nacional

    O prédio é muito mais novo do que a biblioteca

    A sede da Avenida Rio Branco foi inaugurada em 1910. A instituição e sua coleção remontam à transferência da Real Biblioteca no começo do século XIX.

Choro, samba e carnaval

  1. Choro

    O choro nasceu no Rio durante o século XIX

    Músicos populares reinterpretaram polcas, valsas e outras danças europeias com ritmos, improvisações e práticas afro-brasileiras.

  2. Patrimônio

    O choro só virou Patrimônio Cultural do Brasil em 2024

    O reconhecimento nacional pelo IPHAN aconteceu mais de um século depois da consolidação do gênero nas ruas, casas e rodas cariocas.

  3. Samba

    Não existe apenas uma forma de samba carioca

    O registro do IPHAN protege as matrizes partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo, reconhecendo diferentes ambientes e maneiras de criação.

  4. Pequena África

    Uma parte do Centro foi fundamental para o nascimento do samba

    Saúde, Gamboa e Santo Cristo receberam populações negras, terreiros, casas de baianas, trabalhadores portuários e músicos após a abolição.

  5. Pedra do Sal

    Uma pedra usada no trabalho portuário virou símbolo do samba

    A Pedra do Sal estava ligada ao desembarque e transporte de mercadorias. Mais tarde, tornou-se ponto de encontro cultural e religioso.

  6. Tia Ciata

    Uma casa particular ajudou a transformar a música brasileira

    A residência de Tia Ciata reunia músicos, trabalhadores e lideranças negras. O local tornou-se referência na história do samba.

  7. Praça Onze

    O antigo coração do carnaval já não existe

    A Praça Onze concentrava ranchos, blocos, sambistas e festas populares antes de ser profundamente alterada pela Avenida Presidente Vargas.

  8. Deixa Falar

    A primeira escola de samba talvez não fosse exatamente uma escola

    A Deixa Falar, criada no Estácio, é frequentemente apontada como a primeira escola de samba, embora pesquisadores discutam definições e precedentes.

  9. Desfiles

    As escolas não desfilaram sempre no Sambódromo

    Os primeiros concursos aconteceram em áreas como Praça Onze e Avenida Presidente Vargas. O espetáculo mudou de endereço diversas vezes.

  10. Sambódromo

    A Passarela do Samba só foi inaugurada em 1984

    Projetado por Oscar Niemeyer, o Sambódromo transformou os desfiles em um evento realizado dentro de uma estrutura permanente.

Vista aérea do Estádio do Maracanã
Estádio do Maracanã visto do alto. Foto: Daniel Basil/Wikimedia Commons . Licença CC BY 2.0 . Imagem redimensionada, sem alteração de conteúdo.
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Futebol, Olimpíadas e transportes

  1. Maracanã

    O estádio foi construído para a Copa de 1950

    O Brasil precisava de uma arena de grande capacidade para receber o torneio. A obra começou poucos anos antes da competição.

  2. Primeiro gol

    Didi marcou o primeiro gol da história do Maracanã

    O jogador carioca fez o primeiro gol do jogo inaugural entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo.

  3. Público

    Quase 200 mil pessoas assistiram à final de 1950

    O público oficial informado para Brasil e Uruguai foi de 199.854 pessoas, número difícil de imaginar nos estádios modernos.

  4. Duas finais

    O Maracanã recebeu finais de Copa separadas por 64 anos

    O estádio foi palco das decisões de 1950 e 2014, além de partidas de outros grandes torneios nacionais e internacionais.

  5. Ouro olímpico

    O primeiro ouro olímpico masculino do Brasil veio no Maracanã

    Em 2016, a seleção brasileira derrotou a Alemanha nos pênaltis e conquistou o título que faltava ao futebol masculino do país.

  6. Jogos Olímpicos

    O Rio foi a primeira cidade sul-americana a receber os Jogos

    A edição de 2016 marcou a estreia dos Jogos Olímpicos de Verão na América do Sul.

  7. Legado olímpico

    A cidade manteve uma pista olímpica de BMX

    O Parque Radical de Deodoro preservou equipamentos esportivos dos Jogos, incluindo uma pista de BMX construída em padrão olímpico.

  8. Metrô

    O metrô carioca é mais recente do que muita gente imagina

    As primeiras estações entraram em operação em 1979. Antes disso, a cidade dependia principalmente de trens, ônibus, bondes e automóveis.

  9. Bonde

    O bonde de Santa Teresa circula sobre um aqueduto colonial

    Poucos sistemas urbanos combinam uma estrutura do século XVIII com um transporte sobre trilhos ainda utilizado no século XXI.

  10. Nome oficial

    Maracanã não é o nome oficial completo do estádio

    A arena chama-se oficialmente Estádio Jornalista Mário Filho, em homenagem ao jornalista esportivo defensor de sua construção.

Nomes de bairros com origens inesperadas

  1. Copacabana

    Copacabana já se chamou Sacopenapã

    O nome atual veio de uma capela dedicada a Nossa Senhora de Copacabana, devoção originária da Bolívia.

  2. Ipanema

    Ipanema não recebeu o nome por causa das ondas cariocas

    O loteamento foi batizado a partir do título do Barão de Ipanema, ligado a uma localidade e a um rio do estado de São Paulo.

  3. Botafogo

    Botafogo era o sobrenome de um proprietário

    João Pereira de Sousa Botafogo possuía terras na enseada. A propriedade passou a ser identificada pelo nome da família.

  4. Leblon

    Leblon vem do sobrenome de um francês

    Charles Le Blond foi proprietário de terras e esteve ligado à atividade baleeira na região. A grafia foi aportuguesada.

  5. Realengo

    Realengo não é a abreviação de Real Engenho

    A explicação mais documentada relaciona o nome aos campos ou terras realengas, pertencentes à Coroa e destinados à serventia pública.

  6. Gávea

    Uma montanha lembrava uma peça de navio

    Para navegadores, o topo da Pedra da Gávea parecia a plataforma instalada na parte alta do mastro das antigas embarcações.

  7. Maracanã

    O bairro e o estádio têm nome de ave

    Maracanã era o nome de uma ave semelhante a um papagaio. O topônimo passou para o rio, o bairro e finalmente o estádio.

  8. Jacarepaguá

    O nome lembra os jacarés das antigas lagoas

    O topônimo indígena está relacionado aos jacarés e às áreas alagadiças da baixada, embora existam variações para sua tradução literal.

  9. Guaratiba

    Guaratiba está associada a aves vermelhas

    O nome costuma ser interpretado como lugar ou abundância de guarás, aves que habitavam os manguezais da região.

  10. Leme

    O bairro recebeu o nome de uma pedra em forma de leme

    A Pedra do Leme foi comparada à peça usada para dirigir embarcações. A formação rochosa batizou o extremo da praia.

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Ciência, museus e primeiras vezes

  1. Museu Nacional

    O Rio abriga a mais antiga instituição científica do Brasil

    O Museu Nacional foi criado por Dom João VI em 1818, inicialmente com o nome de Museu Real.

  2. Primeira sede

    O Museu Nacional não nasceu na Quinta da Boa Vista

    A instituição começou no Campo de Santana. Apenas no fim do século XIX foi transferida para o antigo Paço de São Cristóvão.

  3. Incêndio

    O museu possuía cerca de 20 milhões de itens

    Antes do incêndio de 2018, o acervo reunia arqueologia, antropologia, fósseis, múmias, meteoritos e coleções de história natural.

  4. Cinema

    A primeira sessão pública de cinema do Brasil foi no Rio

    A projeção aconteceu em 8 de julho de 1896, na Rua do Ouvidor, utilizando um aparelho anunciado como omniógrafo.

  5. Rádio

    A Rádio Nacional começou a transmitir em 1936

    A emissora carioca tornou-se um dos principais veículos de música, dramaturgia, notícias e construção da cultura de massa brasileira.

  6. Passeio Público

    O primeiro parque público das Américas fica no Centro

    Projetado por Mestre Valentim e inaugurado no século XVIII, o Passeio Público também é considerado o primeiro parque ajardinado do Brasil.

  7. Cais do Valongo

    Uma obra urbana revelou novamente um porto soterrado

    Escavações na Zona Portuária trouxeram à superfície vestígios do Cais do Valongo, que havia sido coberto por reformas e camadas posteriores da cidade.

  8. Patrimônio Mundial

    O Cais do Valongo entrou na lista da UNESCO em 2017

    O reconhecimento internacional destaca sua importância como lugar de memória da diáspora africana e da escravidão nas Américas.

  9. Escravidão

    O Rio recebeu um dos maiores fluxos de africanos escravizados

    O complexo do Valongo tornou-se o principal ponto de desembarque e comércio de africanos escravizados na cidade durante o século XIX.

  10. Paço Imperial

    A Lei Áurea foi assinada no Centro do Rio

    A princesa Isabel assinou a lei de 13 de maio de 1888 no Paço Imperial, atual centro cultural localizado na Praça XV.

Reconhecimentos mundiais e curiosidades modernas

  1. UNESCO

    O Rio foi a primeira paisagem cultural urbana da UNESCO

    Em 2012, a relação entre montanhas, florestas, jardins, mar e urbanização tornou-se a primeira paisagem cultural urbana inscrita como Patrimônio Mundial.

  2. Sete Maravilhas

    O Cristo entrou numa lista mundial decidida por votação

    Em 2007, o monumento foi escolhido como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo em campanha internacional realizada por uma fundação privada.

  3. Arquitetura

    O Rio foi a primeira Capital Mundial da Arquitetura

    A UNESCO e a União Internacional dos Arquitetos concederam à cidade o primeiro título de Capital Mundial da Arquitetura, referente a 2020.

  4. Livros

    Foi a primeira cidade de língua portuguesa a virar Capital Mundial do Livro

    A UNESCO escolheu o Rio para o ciclo de 2025, reconhecendo projetos ligados à leitura, literatura e patrimônio editorial.

  5. Eco-92

    O nome da cidade virou sinônimo de conferência ambiental

    A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ocorreu no Rio em 1992 e ficou mundialmente conhecida como Rio-92.

  6. Rio+20

    Vinte anos depois, líderes mundiais voltaram à cidade

    Em 2012, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável retomou temas da reunião de 1992 e recebeu o nome Rio+20.

  7. Hino popular

    “Cidade Maravilhosa” é a marcha oficial do município

    A composição de André Filho foi declarada marcha oficial do Rio em 1960 e consolidou o apelido usado internacionalmente.

  8. Carioca ou fluminense

    Nem todo fluminense é carioca

    Carioca é quem nasce na cidade do Rio de Janeiro. Fluminense é quem nasce no Estado do Rio, incluindo moradores de Niterói, Petrópolis e outras cidades.

  9. Exposição de 1922

    A comemoração da Independência durou quase um ano

    A Exposição Internacional do Centenário foi inaugurada em setembro de 1922 e permaneceu aberta até julho de 1923, ao lado da demolição do Morro do Castelo.

  10. Museu de Arte do Rio

    O MAR foi inaugurado no aniversário da cidade

    O Museu de Arte do Rio abriu ao público em 1º de março de 2013, escolhendo a data que marca a fundação da cidade.

Perguntas frequentes sobre as curiosidades do Rio

O Rio de Janeiro já foi capital de Portugal?

O Rio tornou-se sede da monarquia portuguesa e do império após a transferência da corte em 1808. Em 1815, tornou-se capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Por que a cidade se chama Rio de Janeiro?

Uma expedição portuguesa chegou à Baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502. A interpretação mais conhecida afirma que a baía foi confundida com a foz de um rio.

A cidade foi fundada em janeiro ou março?

O nome surgiu em janeiro de 1502, mas a cidade foi fundada oficialmente por Estácio de Sá em 1º de março de 1565.

É verdade que o Rio perdeu praias?

Sim. Aterros e obras urbanas modificaram profundamente a costa, eliminando praias no Centro, Glória, Flamengo e outras regiões.

O Morro do Castelo realmente foi demolido?

Sim. O morro foi desmontado principalmente durante os anos 1920. A Ladeira da Misericórdia permanece como um dos poucos vestígios.

A Floresta da Tijuca é natural?

Ela preserva Mata Atlântica, mas partes importantes foram reflorestadas a partir de 1861 depois da devastação causada por fazendas e plantações.

Os Arcos da Lapa eram um aqueduto?

Sim. O Aqueduto da Carioca levava água para a cidade. Posteriormente, a estrutura passou a ser usada pelos bondes de Santa Teresa.

Realengo significa Real Engenho?

Não segundo a explicação histórica mais documentada. O nome relaciona-se às terras ou campos realengos ligados à Coroa.

Quantas pessoas estavam no Maracanã em 1950?

O público oficial da partida entre Brasil e Uruguai foi de 199.854 pessoas.

Qual gênero musical nasceu no Rio?

O choro surgiu no Rio durante o século XIX. A cidade também teve papel central na formação do samba urbano, da bossa nova e do funk carioca.

Qual foi a primeira sessão de cinema do Brasil?

A primeira sessão pública documentada ocorreu em 8 de julho de 1896, na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio.

Onde conhecer essas histórias pessoalmente?

Museu Histórico Nacional, Paço Imperial, Museu da República, Cais do Valongo, Museu Nacional, Biblioteca Nacional e visitas pelo Centro ajudam a contextualizar os fatos.

Continue descobrindo o Rio

Nota editorial: algumas origens linguísticas e histórias antigas possuem interpretações divergentes. Nesses casos, o artigo apresenta a explicação mais documentada ou identifica a incerteza.

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