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Paço Imperial realiza conversa com os artistas Anna Bella Geiger e Cadu neste sábado

Neste sábado, dia 9 de maio de 2026, às 15h, será realizada, no Paço Imperial, uma conversa com os artistas Anna Bella Geiger e Cadu, com mediação da crítica de arte e curadora Marisa Flórido, como parte da exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que celebra as quatro décadas do mais antigo centro cultural da região central do Rio de Janeiro. Os dois artistas integram a exposição ao lado de mais de 100 nomes de destaque das artes brasileiras, que fazem parte da história do centro cultural. A conversa será gratuita e aberta ao público.

Com curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha, e do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim, a grande exposição ocupa 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diversas gerações.

“Passados quarenta anos, o Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial – primeiro equipamento inaugurado no entorno da Praça XV, no centro histórico do Rio de Janeiro – teve seu caráter de monumento reiterado, mas também tornou-se ponto de encontro e referência para o circuito das artes visuais da cidade. Ao longo do tempo, abrigou grande número de mostras individuais e coletivas, nacionais e internacionais, entre outros eventos; e se no passado foi o cenário de importantes acontecimentos históricos do país, diversas outras memórias foram acrescidas à edificação nas últimas décadas. Celebrar essa história, composta por múltiplas temporalidades, é reconhecer local e nacionalmente a importância do Paço Imperial na promoção das artes e da cultura brasileira”, afirmam os curadores Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim.

Ao longo de sua história, o Paço Imperial realizou exposições com diversas vertentes, que vão desde arte contemporânea até arte popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio. Desta forma, a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” abrange esse conceito e traz a ideia de reunião, sem hierarquia, juntando os artistas contemporâneos aos artistas populares, unindo diferentes gerações, técnicas e suportes em uma única mostra, dividida por núcleos temáticos. “Se a palavra constelação define um agrupamento de estrelas, cosmologicamente distantes umas das outras, mas conectadas pela imaginação humana, constituindo uma forma reconhecível com finalidades diversas, aqui reunidas, as obras produzidas por diferentes gerações de artistas procuram reforçar sua singularidade, assim como sua interação por proximidade”, afirmam os curadores, que ressaltam também a importância da constelação institucional, com obras emprestadas por diversos parceiros, como Instituto Moreira Salles, Museu Bispo do Rosário, Museu de Imagens do Inconsciente, Museu de Arte do Rio, Museus Castro Maya, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu do Folclore e Sítio Roberto Burle Marx.

Para a mostra, foi realizada uma extensa pesquisa, que demorou cerca de um ano, na qual foram levantadas todas as exposições realizadas no espaço e os artistas que dela participaram. “Não partimos de obras que necessariamente foram expostas no Paço e sim de artistas que já expuseram e foram importantes nessa história”, conta Ivair Reinaldim. Desta forma, na mostra haverá obras icônicas, mas também trabalhos inéditos, além de outros que não necessariamente foram apresentados no espaço, mas pertencem a artistas que ajudaram a escrever a história do lugar. Entre as obras apresentadas está um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx (1909-1994), cujo centenário de nascimento ganhou uma grande mostra no Paço Imperial em 2008, com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor da instituição na época. O jardim foi montado pelo Sitio Burle Marx, em parceria com o Paço Imperial, no pátio principal. A exposição também traz obras inéditas, criadas especialmente para esta mostra, como a instalação “Agrupamento”, de José Damasceno, feita com materiais garimpados na feira da Praça XV, em frente ao Paço Imperial, e os trabalhos de Marcelo Monteiro e Regina de Paula.

A exposição é complementada por 15 vídeos da série sobre arte contemporânea produzida pela Rio Arte, com artistas como Amilcar de Castro (filmado no Paço Imperial durante sua exposição em 1989), Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Lygia Clark, Lygia Pape, Tunga, entre outros. “São vídeos bem importantes, feitos a quatro mãos pelos artistas e diretores. Não são um mero registro em vídeo, mas sim obras de arte, concebidos como peças artísticas”, conta Claudia Saldanha. Dada a importância, uma das salas da mostra será inteiramente dedicada a estes filmes.

NÚCLEOS TEMÁTICOS

A exposição está dividida em nove núcleos temáticos: “Paisagem”, “In Situ”, “Simbiose”, “Construção”, “Geografias”, “Corpos”, “Fortunas”, “Terra e Mar” e “Cidade”. No entanto, intencionalmente, não há um circuito pré-definido. Todos os portões do Paço Imperial estão abertos, incluindo o principal, que tem vista para a Baía de Guanabara e está fechado desde a pandemia. “Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões. A mostra não tem uma cronologia, foi uma decisão da curadoria não classificar, não categorizar, não criar barreiras nem distinções entre as obras, que é um pouco do que tentamos fazer hoje, mostrando artistas de vários perfis, de várias genealogias, com raízes diferentes”, diz Claudia Saldanha, que há dez anos dirige o Paço Imperial.

SOBRE O PAÇO IMPERIAL

Construído  em 1733 e inaugurado em 1743, o Paço Imperial foi usado primeiramente como Casa dos Vice-Reis do Brasil. Com a chegada da Corte de D. João VI ao Rio de Janeiro, em 1808, tornou-se Paço Real e sede dos governos do Reinado e do Império. Após a Proclamação da República, em 1889, abrigou a Agência Central dos Correios e Telégrafos. A primeira planta em escala da cidade, feita em 1713, e os vestígios arqueológicos revelam que, no Paço Imperial, também funcionaram a Casa da Moeda e o Armazém del Rei. O casarão foi tombado pelo Iphan em 1938. Desde sua restauração em 1983, conduzida pelo arquiteto Glauco Campello, o Paço Imperial resgatou sua essência histórica e se tornou referência na arte contemporânea. Em 1985, depois de restaurado, tornou-se um centro cultural vinculado ao Iphan.

ANNA BELLA GEIGER (Rio de Janeiro, 1933)

Graduou-se em Línguas Anglo-Germânicas pela Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro. Estudou com Fayga Ostrower, em seu ateliê, de 1949 a 1953, e Arte e Sociologia com Hannah Levy Deinhard, na New School for Social Research, Nova York. Tem exposto suas obras no Brasil e internacionalmente, participando de várias bienais importantes como a de São Paulo, de Veneza e de Istambul. Participou de exposições coletivas significativas como "Radical Software: Women, Art & Computing 1960–1991" Kunsthalle Wien, Viena; "América Latina 1960-2013", Fondation Cartier D’Art Contemporaine e “Elles”, Centre Pompidou, Paris, entre outras. Realizou exposições individuais retrospectivas como "Brasil Nativo – Brasil Alienígena" MASP; "Maps under the Sky of Rio de Janeiro", Zachęta – Galeria Nacional de Arte, Varsóvia. Possui obras em coleções e em exibição no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Tate Modern e Victoria & Albert, Londres; MoMA NY, entre outros. Entre suas publicações estão Abstracionismo Geométrico Informal: A Vanguarda Brasileira nos anos 50”, Funarte, Rio de Janeiro e “Rrose Sélavy 'mesmo’”, Aural, Madri.

CADU (São Paulo, 1977)

Cadu é artista visual, educador e pesquisador. Bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, onde também realizou mestrado e doutorado em Linguagens Visuais, além de pós-doutorado no mesmo programa. Atua como professor adjunto no Departamento de Artes e Design da PUC-Rio onde coordena o LINDA – Laboratório Interdisciplinar em Natureza Design & Arte. É diretor do Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny. Leciona na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e compõe as Comissões Curatorial e Pedagógica da CASA BRASIL.

Serviço: Conversa com Anna Bella Geiger e Cadu na exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”

Dia 9 de maio de 2026, sábado, às 15h

Sala dos Archeiros

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [pátios, 1º e 2° pavimentos]

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Exposição: até 7 de junho de 2026

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Curadoria: Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e equipe do Paço Imperial

Produção: AREA27

Data

09 Mai 2026

Hora

15:00

Localização

Paço Imperial
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20010-010, Brasil