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“O Espírito da Coisa” estreia na Tijuca com comédia sobre moralidade, desejo e poder

“O Espírito da Coisa” estreia na Tijuca com comédia sobre moralidade, desejo e poder

“O Espírito da Coisa” estreia na Tijuca com comédia sobre moralidade, desejo e poder

Com texto e direção de Flávio Freitas, espetáculo inédito transforma os segredos de uma pequena cidade em uma sucessão de conflitos, situações absurdas e críticas à distância entre o discurso público e a vida privada.

A moralidade e o desejo entram em rota de colisão em “O Espírito da Coisa”, comédia inédita que estreia no dia 7 de agosto de 2026, às 19h30, no Teatro Henriqueta Brieba, localizado no Tijuca Tênis Clube, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Com humor afiado, personagens caricatos e diálogos rápidos, o novo espetáculo de Flávio Freitas acompanha uma cidade fictícia na qual as aparências ajudam a sustentar o poder. No entanto, basta que alguns segredos comecem a surgir para que toda essa estrutura seja colocada em risco.

A temporada terá apresentações nas quatro sextas-feiras de agosto e nas duas primeiras quintas-feiras de setembro.

Segredo do prefeito desencadeia as confusões

A história se passa na pequena cidade de Divina Providência, onde o sagrado e o profano convivem em permanente tensão.

O ponto de partida da trama é um segredo íntimo envolvendo o prefeito Rolando Grilo, interpretado por Leandro Azevedo. A revelação pode comprometer tanto a imagem pública do político, conhecido como um homem íntegro, quanto a reputação da primeira-dama, Dona Rosalia.

Enquanto o prefeito tenta proteger a própria imagem, a praça central da cidade transforma-se no cenário de uma disputa entre duas mulheres que representam forças aparentemente opostas.

Disputa entre os bons costumes e o bordel da cidade

De um lado está Dona Providência, vivida por Leda Lúcia, que se apresenta como guardiã dos bons costumes e está determinada a conseguir o fechamento do bordel local.

Do outro está Madame Lascot, interpretada por Samira Azeredo, proprietária do estabelecimento e disposta a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para manter o negócio funcionando.

A disputa envolve discursos moralistas, interesses políticos, religiosidade, sexo e poder. Conforme os conflitos aumentam, os habitantes da cidade revelam que ninguém está livre das próprias contradições.

Também fazem parte da história a primeira-dama Dona Rosalia, o delegado Valadão, o secretário do prefeito, o Padre Liborio e o assistente de Dona Providência, Seu Casto.

Comédia de costumes expõe a hipocrisia social

Com ritmo acelerado e humor popular, “O Espírito da Coisa” recupera elementos tradicionais da comédia de costumes para satirizar comportamentos sociais e políticos.

A peça explora especialmente a distância entre aquilo que os personagens defendem publicamente e os desejos, interesses e segredos que tentam esconder na vida privada.

O absurdo nasce justamente das tentativas de preservar as aparências. À medida que as mentiras se acumulam, cada personagem precisa lidar com as consequências da própria imagem pública.

Segundo Flávio Freitas, o espetáculo nasceu do interesse por personagens que defendem grandes verdades enquanto escondem segredos pessoais.

“O Espírito da Coisa ri dessas contradições e convida o público a rir de si mesmo. Afinal, a comédia talvez seja a forma mais divertida de revelar aquilo que ninguém tem coragem de admitir”, afirma o autor e diretor.

Quando as aparências sustentam o poder

A montagem constrói uma cidade na qual moralidade, influência política e religiosidade são usadas como ferramentas para controlar comportamentos.

Ao mesmo tempo, os personagens que defendem regras rígidas precisam enfrentar os próprios desejos e escolhas. A comédia mostra que o julgamento público nem sempre corresponde ao que acontece longe dos olhares da sociedade.

Entre equívocos, revelações e disputas, a peça propõe uma crítica irreverente à hipocrisia e à necessidade de manter uma imagem de respeitabilidade.

Serviço — “O Espírito da Coisa”

Estreia: 7 de agosto de 2026
Horário: 19h30

Sessões em agosto: dias 7, 14, 21 e 28, sempre às 19h30
Sessões em setembro: dias 3 e 10, sempre às 19h30

Local: Teatro Henriqueta Brieba — Tijuca Tênis Clube
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 451, Tijuca, Rio de Janeiro

Ingresso inteiro: R$ 80
Meia-entrada: R$ 40
Lista amiga: R$ 40

Classificação indicativa: 12 anos
Instagram: https://www.instagram.com/oespiritodacoisa.teatro

Ficha técnica

Produção: 1ª Cia. de Produções Artísticas
Texto e direção: Flávio Freitas
Elenco: Samira Azeredo, Lula Medeiros, Leda Lúcia, Leandro Azevedo, Julia Pinn, Eric Jesus, Eduardo Lage e Anderson Paiva
Figurinos: O Grupo
Trilha sonora: Flávio Freitas
Operação de som: Pedro Paulo Dimitrov
Operação de luz: Yuri Goldenberg
Assessoria de comunicação: Rodolfo Abreu
Apoio afetivo: Barbara de Freitas

Por que vale a pena assistir

“O Espírito da Coisa” aposta no humor para abordar poder, desejo, religião, reputação e hipocrisia social. Com personagens exagerados e uma trama movida por segredos, a montagem promete uma noite de comédia popular no Teatro Henriqueta Brieba, na Tijuca.

Data
07 Ago 2026 - 10 Set 2026
Hora
19:30
Localização
Teatro Henriqueta Brieba - Tijuca Tênis Clube
Rua Conde do Bonfim, 451 - Tijuca, Rio de Janeiro

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