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III Ciclo de leituras dramatizadas 2026

III Ciclo de leituras dramatizadas 2026

A partir do dia 22 de junho, no Auditório do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro

 

Ação cultural que visa fomentar projetos de criação e divulgação de textos teatrais mediante leituras dramatizadas e integrar estudantes da UFRJ, público externo e profissionais das artes cênicas do Rio de Janeiro, O III Ciclo de leituras dramatizadas 2026 terá início no dia 22 de junho, às 19h. Projeto de extensão universitária, é uma parceria entre o Núcleo de Escrita Teatral da UFRJ e o Instituto Cervantes Rio de Janeiro, com um total de cinco leituras dramatizadas ao longo dos meses de junho, agosto, setembro e outubro, com curadoria de Miguel Ángel Zamorano (UFRJ) e o apoio da DACE (Direção Adjunta Cultura e Extensão, Faculdade de Letras, UFRJ).

 

Programação

22 junho – Nossa Senhora das Nuvens (bilíngue – português / espanhol). Autor: Arístides Vargas. Direção: Produções de Arte Independente no Sul Global (PAISg). Elenco: Ana Beatriz Pestana (Brasil), Carlos Vargas Salgado (Peru/EUA)

Sinopse: Idealizada pelo coletivo Produções de Arte Independente no Sul Global (PAISg), a leitura dramatizada encenada de Nossa Senhora das Nuvens, de Arístides Vargas, investiga o exílio como condição existencial, política e histórica na América Latina. Em um espaço-tempo indefinido, Oscar e Bruna, dois exilados políticos, compartilham memórias fragmentadas do povoado onde nasceram, reconstruindo territórios afetivos atravessados pelo desenraizamento, pela violência de Estado e pela experiência da diáspora. Ambientada no contexto das ditaduras militares latino-americanas da segunda metade do século XX, a obra dissolve as fronteiras entre passado e presente, fazendo da memória um campo de resistência e sobrevivência, e revelando como identidades se formam e se transformam em contextos de deslocamento forçado. A encenação se estrutura a partir do bilinguismo em português e espanhol, assumido como dispositivo cênico, político e poético. As línguas se alternam, se sobrepõem e se ecoam, criando um jogo sensorial que traduz a fragmentação da memória e a instabilidade própria do exílio. O bilinguismo amplia o diálogo entre públicos diversos e evidencia as conexões históricas, culturais e políticas que atravessam os idiomas e as experiências latino-americanas. A leitura dramatizada encenada valoriza a palavra, a presença dos atores, a expressividade corporal e a relação entre corpo, espaço e som.

12 de agosto – A Tragédia dos Trópicos. Autor e direção: João Santucci. Elenco: Fernanda Botelho, João Santucci, Letícia Laranja, Lucas Sampaio, Natália Dal Molin, Nicole Rosário, Patrícia Bello, Cristina Pereira, Paula Malheiros, Raquel Monteiro, Victor Lampert.

Sinopse: Após uma guerra civil que fragmenta o Brasil em nações independentes, o Rio de Janeiro decreta a volta da escravidão. Sem perspectivas de trabalho ou moradia, uma mulher vende 40 anos de sua vida a uma família da elite carioca. Na casa grande, ela encontra outros que também aceitaram viver em regime de escravidão em troca de uma futura indenização do governo. Enquanto tensões morais e sociais crescem dentro desse novo sistema, um crime abala a estrutura da casa.

16 de setembro – Levada. Autora: Rúbia D’Alessandro. Direção: Florencia Santángelo. Elenco: Fernanda Botelho.

Sinopse: LEVADA é um solo multilinguagem baseado em relatos reais. O processo de psicanálise de uma mulher que, ao investigar seus travamentos, descobre sua verdadeira história, com episódios de violência doméstica, silenciamento, sororidade e acolhimento. O espetáculo busca lançar luz sobre temas urgentes como violência contra a mulher, maus-tratos à criança e o estigma acerca das psicoterapias.

Texto: Rúbia d’Alessandro.

Dramaturgismo: Cecília Ripoll

Direção Cênica: Florencia Santángelo

Supervisão Cênica: Julio Adrião

Atuação: Fernanda Botelho

Cenografia e Figurino: Raquel Theo

Criação Audiovisual: Rebecca Moure e Miguel Bandeira | Photon DUO

Trilha Sonora: Miguel Bandeira

Iluminação: Juju Moreira

Produção: Fernando Alax | Casa136 Laranjeiras

Idealização: Fernanda Botelho

23 de setembro – Estranha forma de vida. Autora e interpretação: Tereza Seiblitz. Sinopse: Uma mulher encontra-se no CTI de um hospital devido a um problema no coração. Ela já é mãe e avó. Nesse ambiente cheio de intervenções no seu corpo, seu pensamento é atravessado por questionamentos e memórias ao som da máquina que monitora sua vida nesse CTI. Ela percebe que algumas memórias não são suas mas das pessoas que a visitam. Fica a questão: como será a hora de deixar esse corpo, essa vida? O título “Estranha Forma de Vida” remete ao famoso fado imortalizado na voz de Amália Rodrigues que entra em um dos atravessamentos vividos pela personagem acamada. O fado canta: “estranha forma de vida tem este meu coração” e isso entra no fluxo de pensamento da mulher que está no CTI por conta de um infarto. Escrito em 2017 como adendo literário de um trabalho para uma matéria do Mestrado em Literatura na PUC-Rio, esse texto procura trazer laivos de conceitos de Deleuze, Nancy, Kleist (entre outros) de maneira bem humorada e oral, procurando revelar o que seria “pensamento-corpo”.

27 de outubro – Não é mancha vil o lodo que me cobre. Autor: Miguel Ángel Zamorano. Direção: João Santucci. Elenco: Júlio Adrião, Fernanda Botelho, João Santucci, Patrícia Bello, Raquel Monteiro.

Sinopse: Em uma universidade privada regida pela eficiência, pela precariedade e pela retórica administrativa, Jacobo Paterson, professor de literatura e escrita, é demitido por e-mail depois de anos ensinando sob contratos provisórios. Ao tentar descobrir o motivo da sua expulsão, encontra Elisa, funcionária da instituição, que lhe oferece uma possibilidade de ajuda em troca de um favor: aproximar-se de Nina, sua irmã mais nova, cuja vida parece escapar a qualquer forma de controle familiar, moral ou social. O encontro entre Jacobo e Nina desloca a peça para um território ambíguo, onde educação, desejo, dinheiro, imagem, corpo e poder se confundem. Nina, estrela de plataformas adultas sob o nome Linda Diamond, arrasta o professor para um universo que desafia suas convicções intelectuais, suas nostalgias humanistas e sua fé na literatura como forma de salvação. Enquanto Elisa tenta proteger a irmã e lidar com suas próprias ruínas afetivas, Sanabria, figura grotesca da engrenagem universitária, transforma desejo, ressentimento e poder institucional em chantagem. Com humor ácido e violência verbal, Não é mancha vil o lodo que me cobre acompanha a queda, ou talvez a metamorfose, de um professor vocacional que, expulso da universidade, acaba encontrando no lodo sintético da performance, da pornografia e da inteligência artificial uma inesperada forma de sobrevivência. A peça investiga os restos de dignidade possíveis num mundo em que a cultura se converte em ornamento, o trabalho em submissão, o corpo em mercado e a sujeira em estética de vanguarda.

 

Serviço

III Ciclo de leituras dramatizadas 2026

Local: Instituto Cervantes do Rio de Janeiro

Endereço: Rua Visconde de Ouro Preto, 62 – Botafogo – RJ

Assessoria de imprensa: BriefCom Assessoria de Comunicação/Bia Sampaio: (21) 98181-8351/biasampaio@briefcom.com.br /@briefcomcomunicacao

Entrada gratuita; classificação livre

 

 

Data
22 Jun 2026 - 27 Out 2026
Ongoing...
Hora
19:00 - 19:00
Localização
Instituto Cervantes do Rio de Janeiro
Rua Visconde de Ouro Preto, 62