III Ciclo de Leituras Dramatizadas 2026
III Ciclo de Leituras Dramatizadas apresenta textos teatrais gratuitamente no Instituto Cervantes
O III Ciclo de Leituras Dramatizadas 2026 continua sua programação no dia 12 de agosto, no Auditório do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, em Botafogo. A próxima obra apresentada será “A Tragédia dos Trópicos”, escrita e dirigida por João Santucci.
Com entrada gratuita e classificação livre, o projeto promove a criação e a divulgação de textos teatrais, além de aproximar estudantes da UFRJ, profissionais das artes cênicas e o público interessado em dramaturgia contemporânea.
📅 Próxima leitura: 12 de agosto de 2026
📍 Local: Instituto Cervantes do Rio de Janeiro
📌 Endereço: Rua Visconde de Ouro Preto, 62 – Botafogo, Rio de Janeiro
🎟️ Entrada gratuita
👥 Classificação livre
Projeto conecta universidade, artistas e público
O Ciclo de Leituras Dramatizadas é um projeto de extensão universitária realizado por meio de uma parceria entre o Núcleo de Escrita Teatral da UFRJ e o Instituto Cervantes do Rio de Janeiro.
A iniciativa conta com curadoria de Miguel Ángel Zamorano, da UFRJ, e apoio da Direção Adjunta de Cultura e Extensão da Faculdade de Letras da UFRJ — DACE.
Ao longo dos meses de junho, agosto, setembro e outubro, o projeto apresenta cinco leituras dramatizadas. Cada encontro permite que o público conheça novos textos teatrais por meio da interpretação de atores, sem a necessidade de uma montagem cênica completa.
Programação do III Ciclo de Leituras Dramatizadas
12 de agosto — “A Tragédia dos Trópicos”
Texto e direção: João Santucci
Elenco: Fernanda Botelho, João Santucci, Letícia Laranja, Lucas Sampaio, Natália Dal Molin, Nicole Rosário, Patrícia Bello, Cristina Pereira, Paula Malheiros, Raquel Monteiro e Victor Lampert.
Após uma guerra civil que fragmenta o Brasil em diferentes nações independentes, o Rio de Janeiro decreta o retorno da escravidão.
Sem perspectivas de trabalho ou moradia, uma mulher vende 40 anos de sua vida a uma família da elite carioca. Na casa-grande, ela encontra outras pessoas que também aceitaram viver em regime de escravidão em troca de uma futura indenização do governo.
Enquanto conflitos morais e sociais crescem dentro desse novo sistema, um crime ameaça toda a estrutura da casa.
16 de setembro — “Levada”
Texto: Rúbia D’Alessandro
Dramaturgismo: Cecília Ripoll
Direção cênica: Florencia Santángelo
Supervisão cênica: Julio Adrião
Atuação: Fernanda Botelho
“Levada” é um solo de múltiplas linguagens baseado em relatos reais. A trama acompanha o processo de psicanálise de uma mulher que, ao investigar seus bloqueios, descobre episódios desconhecidos de sua própria história.
O texto aborda violência doméstica, silenciamento, sororidade, acolhimento, maus-tratos contra crianças e os estigmas relacionados às psicoterapias.
Ficha técnica de “Levada”
Cenografia e figurino: Raquel Theo
Criação audiovisual: Rebecca Moure e Miguel Bandeira — Photon DUO
Trilha sonora: Miguel Bandeira
Iluminação: Juju Moreira
Produção: Fernando Alax — Casa136 Laranjeiras
Idealização: Fernanda Botelho
23 de setembro — “Estranha Forma de Vida”
Texto e interpretação: Tereza Seiblitz
Uma mulher está internada no CTI de um hospital por causa de um problema no coração. Mãe e avó, ela tem o corpo submetido a diferentes intervenções médicas enquanto seus pensamentos são atravessados por lembranças e questionamentos.
Aos poucos, percebe que algumas das memórias que surgem não pertencem a ela, mas às pessoas que a visitam. Diante da possibilidade da morte, passa a refletir sobre como será o momento de deixar o próprio corpo e a própria vida.
O título faz referência ao fado “Estranha Forma de Vida”, eternizado na voz de Amália Rodrigues. A canção atravessa os pensamentos da personagem, internada após sofrer um infarto.
Escrito em 2017 como complemento literário de um trabalho acadêmico desenvolvido no Mestrado em Literatura da PUC-Rio, o texto incorpora, de maneira bem-humorada e oral, reflexões relacionadas ao pensamento e ao corpo.
27 de outubro — “Não é mancha vil o lodo que me cobre”
Texto: Miguel Ángel Zamorano
Direção: João Santucci
Elenco: Júlio Adrião, Fernanda Botelho, João Santucci, Patrícia Bello e Raquel Monteiro.
Em uma universidade privada orientada pela eficiência, precariedade e retórica administrativa, Jacobo Paterson, professor de literatura e escrita, é demitido por e-mail depois de anos trabalhando com contratos provisórios.
Ao tentar descobrir o motivo da demissão, ele conhece Elisa, funcionária da instituição que oferece ajuda em troca de um favor: aproximar-se de Nina, sua irmã mais nova.
Conhecida nas plataformas de conteúdo adulto como Linda Diamond, Nina leva o professor para um universo que desafia suas convicções intelectuais, sua nostalgia humanista e sua crença na literatura como forma de salvação.
Enquanto Elisa tenta proteger a irmã e lidar com suas próprias fragilidades, Sanabria, figura ligada à engrenagem universitária, transforma desejo, ressentimento e poder institucional em chantagem.
Com humor ácido e violência verbal, a peça discute a precarização do trabalho, a mercantilização do corpo, a inteligência artificial e os limites da dignidade em uma sociedade na qual a cultura se torna ornamento e a sobrevivência exige novas formas de adaptação.
Serviço
III Ciclo de Leituras Dramatizadas 2026
📍 Local: Instituto Cervantes do Rio de Janeiro
📌 Endereço: Rua Visconde de Ouro Preto, 62 – Botafogo, Rio de Janeiro
🎟️ Entrada gratuita
👥 Classificação: livre
Próximas datas:
12 de agosto — “A Tragédia dos Trópicos”
16 de setembro — “Levada”
23 de setembro — “Estranha Forma de Vida”
27 de outubro — “Não é mancha vil o lodo que me cobre”
Informações para a imprensa:
BriefCom Assessoria de Comunicação — Bia Sampaio
📱 Telefone: (21) 98181-8351
📧 E-mail: biasampaio@briefcom.com.br
📲 Instagram: @briefcomcomunicacao
Por que vale a pena participar
O III Ciclo de Leituras Dramatizadas oferece ao público a oportunidade de conhecer textos contemporâneos ainda em processo de criação ou circulação, acompanhando a dramaturgia por meio da voz e da interpretação dos artistas.
A programação aborda temas sociais, políticos e humanos, como escravidão, violência contra a mulher, memória, morte, precarização do trabalho, sexualidade e inteligência artificial, em encontros gratuitos que aproximam universidade, criação artística e sociedade.
