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Exposição de arte têxtil com memórias ancestrais indígenas “AUTOMATA”, convida o público a ativação com obras interativas

Unindo bordado, madeira e mecanismos manuais, a exposição “AUTOMATA” propõe uma experiência interativa, na qual o público é convidado a acionar engrenagens que colocam os bordados em movimento. As obras refletem sobre ancestralidade, memória e a permanência viva das culturas dos povos originários no Brasil. Criada pela artista Aline Bagre e por Anthony Brito, a mostra está em cartaz na Biblioteca Parque Estadual até o dia 29 de maio, de segunda a sexta, das 10h às 17h. Todas as obras contam com audiodescrição. A entrada é gratuita.

 

A exposição nasce do desejo de criar um novo modo de acessar a memória ancestral. Para Aline Bagre, “AUTOMATA” surge da vontade de ativar lembranças que pareciam imobilizadas pelo tempo. “A gente pensou em misturar bordado e madeira com engrenagens para fazer o bordado ganhar vida, como um filme. A motivação foi criar um jeito de ‘mexer’ na lembrança, fazendo com que imagens que pareciam paradas no tempo voltassem a se movimentar com a ajuda do público”, explica.

 

A artista indígena Aline Bagre desenvolve uma pesquisa ligada às memórias de sua família e à ancestralidade de sua bisavó, conectando histórias pessoais a um processo histórico mais amplo de apagamento dos povos originários.

 

Nesse contexto, “AUTOMATA” se afirma como um gesto de ressurgência. “É importante porque nos faz lembrar que o jeito de ver o mundo das comunidades indígenas é um conhecimento que continua valendo muito nos dias de hoje. É sobre entender de onde viemos para saber quem somos agora”, destaca a artista.

 

A exposição é composta por 30 obras, divididas em duas séries. A primeira reúne bordados livres que apresentam imagens metafóricas ligadas às memórias familiares de Aline e à ancestralidade Goytacá. Já a segunda série é fruto da colaboração com o artista Anthony Brito, responsável pela criação dos mecanismos que dão movimento às obras. Ao acionar manivelas e engrenagens, o público revela pequenas narrativas visuais que se desdobram no tempo.

 

Para Anthony, o impacto da exposição está justamente na experiência de descoberta. “As obras não estão todas visíveis. Cada pessoa precisa manipular a peça para ir descobrindo as micro-histórias. Cada engrenagem vai levando o público para dentro da ‘mata’”, afirma.

 

O projeto é realizado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Política Nacional Aldir Blanc.

 

SERVIÇO

Período: de 22 de abril a 29 de maio
Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 17h
Local: Biblioteca Parque Estadual
Entrada gratuita

FICHA TÉCNICA

 

Artistas: Aline Bagre e Anthony Brito
Texto Curatorial: Juão Nyn
Produção: Aline Barbosa
Consultoria em Acessibilidade: Dilma Negreiros
Audiodescrição: Gilson Moreira e Mirian Rebeca
Design: João Arierep
Assessoria de Imprensa: Monteiro Assessoria

Data

22 Abr 2026 - 29 Mai 2026
Ongoing...

Hora

De 10h as 17h
Dia Inteiro
Maio 2026
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