Exposição da artista Mary Dutra na Ilha Fiscal é prorrogada até 29 de março
A exposição Todas as Histórias se Perdem – Palavras do Passado, da artista visual Mary Dutra, em cartaz na Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, teve seu período de visitação ampliado e segue aberta ao público até o dia 29 de março de 2026. Inicialmente prevista para encerrar em 1º de fevereiro, a mostra conquistou o interesse dos visitantes e ganha agora mais tempo para aprofundar o diálogo entre arte, memória e história em um dos espaços mais emblemáticos da cidade.
“Recebemos essa notícia com enorme orgulho e alegria, celebrando a forte conexão do público com essa experiência que une arte, memória e história em um dos espaços mais simbólicos do Rio de Janeiro”, afirma Mary Dutra.
Com curadoria de Fernanda Deminicis, a exposição propõe um diálogo poético e documental entre a artista e seu bisavô, o poeta, músico e intelectual C. Paula Barros (1894–1955), reunindo obras inéditas que atravessam quatro gerações de uma família de artistas brasileiros, com raízes em Belém e no Rio de Janeiro.
A partir de um acervo centenário, documentos históricos e memórias familiares, Mary revisita os escritos do bisavô — redigidos em um português original da década de 1920 — para criar novas obras e lançar um olhar contemporâneo sobre o passado. A exposição reúne painéis, livros publicados entre 1928 e 1951, documentos históricos, videoartes, poemas e audioinstalações. “Nascemos em 1894 e 1984 respectivamente. Se o destino nos trocou os números, posso propor um embaralho de suas palavras”, afirma a artista.
Para Mary, o projeto é também um exercício de escuta e resgate daquilo que foi silenciado pelo tempo. “Percebi que, ao revisitar a história dele, também estava fazendo uma releitura da minha própria história. Dar novas formas às palavras que ele deixou é uma maneira de trazer à tona tudo o que o tempo tentou apagar”, reflete.
Figura destacada da cena intelectual brasileira da primeira metade do século XX, C. Paula Barros transitou entre literatura, música e jornalismo. Foi parceiro de Heitor Villa-Lobos, escreveu letras como O Canto do Pagé e as versões brasileiras das óperas O Guaraní e O Escravo, de Carlos Gomes, encenadas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1935. Professor de História das Artes no Instituto Nacional de Belas Artes, presidiu a Associação dos Artistas Brasileiros, integrou a Academia Paraense de Letras e colaborou com veículos como Jornal do Brasil e Correio da Manhã.
Instalada na Ilha Fiscal — espaço de forte valor histórico e arquitetônico no coração da Baía de Guanabara —, a exposição valoriza não apenas o legado da família, mas também o patrimônio cultural brasileiro, convidando o público a refletir sobre a transmissão das memórias e a construção de pontes entre passado, presente e futuro. “Meu desejo é que cada visitante, ao conhecer a história da minha família, saia com vontade de descobrir a sua própria história”, conclui a artista.
Todas as Histórias se Perdem – Palavras do Passado é apresentada por Alko do Brasil, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio cultural da Marinha do Brasil, da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, do Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, da Zetalab e da C.Lux Iluminação.
Pensando na visita de famílias, a mostra conta ainda com uma atividade infantil fixa, com desenhos para colorir e livros, permitindo que crianças se entretenham enquanto os adultos percorrem a exposição com mais tranquilidade.
Serviço
Exposição: Todas as Histórias se Perdem – Palavras do Passado
Artistas: Mary Dutra e C. Paula Barros
Curadoria: Fernanda Deminicis
Local: Ilha Fiscal – acesso via escuna ou micro-ônibus
Período: até 29 de março de 2026
Visitação: De quinta a domingo
Acesso Ilha Fiscal: Para acesso e visita à Ilha Fiscal é preciso adquirir ingresso. Todas as visitas são guiadas.
Ingressos: Podem ser obtidos pelo site https://www.marinha.mil.br/dphdm/ilha-fiscal ou diretamente no Espaço Cultural da Marinha, que fica na Orla Conde (Boulevard Olímpico), s/n, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro
Valores: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia)
Horários regulares de saída para a Ilha Fiscal: 12h45, 14h15 e 15h30
Patrocínio: Alko do Brasil, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura
Apoio Cultural: Marinha do Brasil, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, Zetalab e C.Lux Iluminação.
Parcerias: Orquestra Indígena/Fundação Ueze Zahran e Arte Tapajônica
Parceiro de mídia: Histórias de Cego
Realização: Abstrato Azul









