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Com direção e dramaturgia de Isabel Cavalcanti, espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui” faz curta temporada na Sala Multiuso do Sesc Copacabana

“Sem corpo não há aqui” estreia no Sesc Copacabana com dança, teatro e reflexões sobre o luto

O movimento e a palavra se encontram no espetáculo de dança-teatro “Sem corpo não há aqui”, que estreia no dia 6 de agosto de 2026, na Sala Multiuso do Sesc Copacabana.

Com direção e dramaturgia de Isabel Cavalcanti, a montagem reúne a bailarina Giselda Fernandes e a atriz Joana Lerner, madrasta e enteada na vida real, em uma criação que atravessa memórias, ausências, conflitos e transformações.

A temporada segue até 16 de agosto, com apresentações de quinta a domingo.

📅 Temporada: de 6 a 16 de agosto de 2026
🕖 Quintas e sextas: às 19h
🕔 Sábados e domingos: às 17h
📍 Local: Sala Multiuso do Sesc Copacabana
🎭 Espetáculo de dança-teatro

O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.

Movimento e fala constroem uma dramaturgia sobre perda e transformação

Em “Sem corpo não há aqui”, a fala não surge separada da dança. Os textos foram desenvolvidos durante o processo de ensaios e se misturam aos gestos e às partituras corporais das intérpretes.

A montagem combina realidade e ficção, sem seguir uma narrativa linear, para investigar a vulnerabilidade como parte essencial da existência humana.

Pequenos acontecimentos do cotidiano revelam dimensões inesperadas da experiência. Nesse território instável, o comum e o extraordinário se aproximam, enquanto as intérpretes atravessam lembranças, ausências, encontros e desencontros.

Com humor e densidade, o espetáculo propõe uma reflexão sobre o luto, a convivência e as transformações que surgem depois de uma perda.

Uma criação atravessada por experiências reais

Giselda Fernandes e Joana Lerner perderam, há dois anos, o marido e pai, o artista plástico Hilton Berredo.

A relação familiar das duas e a experiência do luto atravessaram o processo criativo, exigindo a construção de um espaço seguro para transformar sentimentos, memórias e conflitos em material cênico.

Para Isabel Cavalcanti, o desafio foi equilibrar a realidade vivida pelas intérpretes com a criação ficcional do espetáculo.

A diretora desenvolveu inicialmente partituras corporais inspiradas na história do corpo de cada artista. A partir da observação dos movimentos e da relação entre as duas, surgiu a necessidade de incorporar também a palavra.

O processo de criação envolveu meses de experimentação, escrita, cortes e reconstruções, até que movimento e fala passassem a integrar uma única dramaturgia.

Cenário se transforma em uma escultura de memórias

A trilha sonora original e o desenho de som são assinados por Isadora Medella.

Os figurinos criados por Marieta Spada se transformam ao longo da apresentação, recebendo elementos relacionados ao universo da dança.

O vestido utilizado por Joana Lerner foi criado por Marcelo De Gang e apareceu originalmente no solo “Dagmar e seu espelho”, de Giselda Fernandes.

A cenografia de Aurora dos Campos reúne objetos ligados ao corpo e à dança. Inicialmente espalhadas pelo espaço, as peças vão se aproximando durante a narrativa até formarem uma espécie de escultura de memórias.

Ficha técnica

Direção e dramaturgia: Isabel Cavalcanti
Intérpretes e colaboração dramatúrgica: Giselda Fernandes e Joana Lerner
Desenho de som e trilha sonora: Isadora Medella
Cenografia: Aurora dos Campos
Figurinos: Marieta Spada
Iluminação: Lara Cunha e Fernanda Mantovani
Direção de movimento: Juliana Medella
Direção assistente e oficina de palhaçaria: Florencia Santángelo
Assistência de cenografia: Rachel Merlino
Assistência de figurino: Sarah Pachu
Preparação corporal: Toni Rodrigues
Fotos: Guto Muniz
Projeto gráfico: Raquel Alvarenga
Assessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda
Redes sociais: Rafael Teixeira
Direção de produção: Cacau Gondomar
Realização: Sesc Rio e Os Dois Produções Artísticas

Por que vale a pena assistir

“Sem corpo não há aqui” propõe uma experiência sensível em que dança, teatro e palavra se unem para abordar a perda sem abandonar o humor, a delicadeza e a possibilidade de transformação.

A relação real entre as intérpretes acrescenta novas camadas à montagem, que transforma o corpo em espaço de memória, convivência e reconstrução.

Data
06 - 16 Ago 2026
Localização
Sesc Copacabana
R. Domingos Ferreira, 160 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, 22050-01