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SUMMARY:Ricardo Siri realiza performance com abelhas no Museu Histórico da Cidade
DESCRIPTION:Para marcar o último dia da exposição “PRO-POLIS”, o artista Ricardo Siri fará uma performance inédita no dia 22 de agosto, às 14h, no Museu Histórico da Cidade. O artista levará para o museu algumas das abelhas nativas que cria há oito anos em seu meliponário e fará uma performance sonora, a partir de seus zumbidos. “Será uma performance em parceira, eu levarei minhas abelhas e tocarei junto com elas”, conta o artista que já ganhou o Prêmio da Música Brasileira em 2010 com o álbum “Ultrasom”, gravado durante 9 meses a partir de uma experimentação e da gravação de sons do corpo da gestação da sua filha.\nPara realizar a performance, o artista levará para o museu cinco espécies diferentes de abelhas, pois cada uma emite diferentes sons. Ele irá microfonar as abelhas e criará, ao vivo, uma música inédita juntamente com elas, a partir de seus sons e zumbidos. A performance será gratuita e aberta ao público.\nCom curadoria de Fernanda Lopes, a exposição “PRO-POLIS” apresenta 20 obras inéditas do artista, entre pinturas e esculturas, produzidas com mel, cera de abelha e própolis. “Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma o artista.\n“Em PRO-POLIS, Ricardo Siri transforma materiais produzidos pelas abelhas em dispositivos de pensamento. Ao trazer mel, cera e própolis para o campo da arte, o artista nos convida a refletir sobre formas de coexistência, cuidado e construção coletiva que atravessam tanto a natureza quanto a vida em sociedade. Seu interesse não está em representar a natureza, mas em trabalhar a partir dela. Seus materiais carregam histórias, geografias e relações ecológicas complexas”, diz a curadora Fernanda Lopes.\nA própolis – substância utilizada pelas abelhas para proteger e imunizar a colmeia – torna-se matéria pictórica, em obras abstratas. O material, normalmente associado à defesa e à saúde do organismo das abelhas, é transformado em pintura, criando superfícies orgânicas com tonalidades naturais de marrom, verde e vermelho. “Nas pinturas, a própolis atua simultaneamente como matéria, cor e arquivo. Produzida a partir de resinas coletadas pelas abelhas em diferentes paisagens, ela traz para a superfície da obra vestígios de territórios, vegetações e ciclos naturais que permanecem inscritos em sua materialidade”, conta a curadora. Algumas obras incorporam também geoprópolis, mistura de terra e própolis produzida por espécies como as abelhas mandaçaia, ampliando o diálogo entre arte, território e biologia. “As pinturas revelam texturas, transparências e densidades próprias desses materiais, trazendo para o campo da arte uma matéria viva que carrega em si a memória vegetal das paisagens visitadas pelas abelhas”, ressalta Siri.\nA exposição apresenta também quadros nos quais o artista cria estruturas a partir de folhas de cera de abelha, usando a história da arte como referência. Nas obras chamadas “Estudos para Movimento Mel Concreto”, ele faz uma alusão ao Movimento Neoconcreto, um dos mais importantes da arte contemporânea, surgido em 1959. “Eu junto a cera, derreto e faço uma folha, que passo no alveolador, que a deixa hexagonal, e crio estruturas, sempre muito matemáticas. De certa forma, todos os trabalhos falam de geometria, porque as abelhas são muito geométricas”, conta Siri, que é formado em engenharia civil.\nAmpliando a pesquisa sobre os movimentos artísticos, Siri também faz referências a importantes nomes da história da arte, como Piet Mondrian (1872 – 1944), reproduzindo as formas e as cores de sua obra, com cera de abelha e mel em natura, em trabalhos que chamou de “Meldrian”. As cores vêm da própria cera, sem pigmentos. Em seus estudos, Siri descobriu que cada espécie de abelha produz a cera de uma cor, e, muitas vezes, dentro da mesma colmeia, da mesma espécie, há variação de cores.\nAinda com as folhas de cera de abelha, cortando e montando, o artista criou QR codes, que, para sua surpresa, podem ser lidos por aparelho celulares e levam o público para dentro das colmeias, com mais informações sobre a vida das abelhas que criaram aquela cera. A tecnologia também fará parte de pinturas inspiradas nas estruturas das colmeias, feitas com própolis e pigmentos naturais de flores e plantas do quintal da casa do artista, que são polinizadas pelas abelhas, como bougainville, urucum e café. Em um primeiro olhar, o espectador verá formas hexagonais, de cores diversas. Ao fotografá-las, no entanto, aparecerão imagens concretas na tela, como uma abelha e uma flor, ampliando a experiência do público. “As pessoas estão o tempo todo com o celular nas exposições e, muitas vezes, fotografam sem nem olhar a obra direito. Então é uma brincadeira com o olhar, uma forma de chamar a atenção para o que está ali, uma forma de polinizar as pessoas”, diz o artista.\nA maioria dos trabalhos são feitos com materiais vindos do meliponário do artista, que tem esse nome devido às melíponas, que são as abelhas nativas brasileiras. No entanto, no Brasil, encontramos outras espécies de abelhas, vindas de outros países, mas que não polinizam o nosso bioma. Em uma homenagem a estas abelhas, e aos milhares de estrangeiros que vieram para o Brasil, com os próprios avós do artista, ele criou obras que trazem imagens de mapas-múndi, feitos com cera de abelhas estrangeiras, encontradas em nosso país. “Todos esses mapas são para falar desse lugar de migração das abelhas. E até uma homenagem a elas, porque eu acho que elas são bem-vindas”, diz.\nSOBRE O ARTISTA\nSiri é artista transdisciplinar.  Músico, compositor, além de meliponicultor. Formado no ano de 2000 pela Los Angeles Music School. Com sete álbuns autorais lançados, recebeu em 2010 o prêmio da Música Brasileira pelo álbum “Ultrasom”. Suas performances emergiram do palco, e seus instrumentos viraram poesias sonoras. A partir daí, sua carreira expande definitivamente para as artes visuais, sendo convidado a realizar exposições e performances no Brasil e exterior como   Victoria and Albert Museum – Londres , NBK Gallery – Berlim e  Portikus – Frankfurt. Com uma trajetória que une natureza e tecnologia, Siri desenvolve esculturas e instalações, que criam pontes sensoriais entre o orgânico e o urbano. Sua prática artística nasce do cuidado com os organismos vivos e propõe uma escuta profunda do mundo.\nSOBRE O MUSEU HISTÓRICO DA CIDADE\nO Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (MHC) foi inaugurado em 1934, instalado originalmente no Palacete da Gávea, com o objetivo de preservar e conservar o patrimônio histórico e cultural da cidade, que foi capital da colônia, do império e da república. Desde sua criação, o MHC atuou como um espaço de referência para o estudo e a documentação da história urbana, social e cultural do Rio de Janeiro, reunindo acervo diverso composto por aproximadamente 25 mil itens, incluindo gravuras, pinturas, fotografias, mobiliário, porcelanas, mapas, maquetes, documentos e objetos diversos. Ao longo das décadas, o MHC passou por diferentes fases de expansão e atualização, consolidando-se como um espaço de preservação, pesquisa e difusão cultural. Seu acervo é resultado de doações de órgãos da administração municipal e de aquisições realizadas pela Prefeitura, refletindo não apenas a história local, mas também a inserção da cidade em contextos nacionais e internacionais.  O MHC não se limita à guarda de objetos: desenvolve exposições permanentes e temporárias que promovem diálogo entre passado e presente, combinando história, memória urbana e expressões culturais contemporâneas. Por meio de ações educativas, oficinas, atividades culturais e programas de formação, o Museu busca engajar públicos diversos, incluindo crianças, jovens, adultos e profissionais das áreas de história, museologia e artes, estimulando reflexão crítica, senso de pertencimento e cidadania. Nos últimos anos, a instituição também tem promovido projetos que valorizam a participação comunitária, experiências sensoriais e itinerâncias educativas, consolidando-se como um espaço de mediação cultural que articula memória, educação e cultura, e contribui para a criação de uma rede integrada de museus municipais.\nServiço: Exposição “PRO-POLIS”, de Ricardo Siri\nAté 22 de agosto de 2026\nPerformance: às 14h\nMuseu Histórico da Cida (MHC) [3º andar]\nEstrada Santa Marinha, s/n – Gávea – Rio de Janeiro – RJ \nDe terça a domingo, das 9h às 16h.\nEntrada gratuita\nCuradoria: Fernanda Lopes\n
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