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SUMMARY:APÓS SESSÕES ESGOTADAS, “HÉTERO SIGILO” GANHA NOVA TEMPORADA E SE CONSOLIDA COMO FENÔMENO DO TEATRO LGBTQIA+
DESCRIPTION:Depois de temporadas esgotadas e forte repercussão nas redes sociais, a peça “Hétero Sigilo” retorna aos palcos para sua terceira temporada, desta vez no Teatro Municipal Ziembinski, na Tijuca, entre os dias 19 e 28 de junho (sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h). Misturando humor, confissão e crítica social, o solo idealizado, escrito e protagonizado por Bernardo Dugin se consolidou como um dos fenômenos recentes do teatro LGBTQIA+ carioca,  ao transformar experiências íntimas de repressão e pertencimento em identificação coletiva.\n \nDirigido por João Fonseca, o espetáculo parte da ideia de que muitas pessoas passam a vida interpretando personagens para sobreviver socialmente. Em cena, Dugin revisita memórias, silêncios e mecanismos de disfarce impostos pela heteronormatividade, discutindo o custo psicológico de viver sob constante vigilância emocional.\n \nCom linguagem que combina humor, vulnerabilidade e relato pessoal, “Hétero Sigilo” ganhou destaque por abordar temas como masculinidade, performance social e violência simbólica sem abrir mão da comunicação popular. Desde a estreia, o espetáculo vem mobilizando plateias emocionalmente e gerando forte repercussão nas redes, onde vídeos ligados ao projeto já ultrapassaram milhões de visualizações. “O espetáculo não fala apenas sobre sexualidade. Fala sobre os pactos silenciosos que fazemos para caber. Sobre as versões de nós mesmos que inventamos para evitar rejeição, violência ou abandono”, afirma Dugin.\n \nA peça surgiu após um episódio de homofobia vivido por Dugin e seu namorado durante uma missa de sétimo dia em Nova Friburgo, em 2023. O caso teve repercussão nacional e inspirou o artista a transformar a experiência em investigação cênica sobre medo, silêncio e pertencimento. No entanto, o espetáculo rapidamente ultrapassou o relato biográfico e passou a dialogar com diferentes públicos a partir de uma pergunta central: quanto da nossa identidade foi moldada pelo medo de não caber?\n \nA direção é assinada por João Fonseca, responsável por sucessos como “Cazuza” e “Minha Mãe é uma Peça”. “O que me interessa em ‘Hétero Sigilo’ é que ele não aponta indivíduos, mas expõe uma estrutura. A peça fala do preço emocional que se paga para sobreviver dentro de uma norma”, comenta o diretor.\n \nA trilha original e direção musical são de Federico Puppi, cuja composição atravessa o espetáculo como uma camada emocional contínua, ampliando tensões, silêncios e estados internos da narrativa.\n \nAntes de chegar aos palcos, “Hétero Sigilo” nasceu como um projeto transmídia. Durante a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, na Avenida Paulista, foi criada a instalação “Caixa do Sigilo”, onde pessoas compartilhavam relatos anônimos sobre vidas vividas em segredo. Em paralelo, o perfil @hetero.sigilo24 satirizou situações cotidianas relacionadas à lógica do “sigilo”, acumulando milhões de visualizações e criando uma comunidade de identificação em torno do tema.\n \nFicha técnica:\nDramaturgia e performance: Bernardo Dugin\nDireção: João Fonseca\nAssistente de direção: André Celant\nCenário e figurino: Nello Marrese\nTrilha original e direção musical: Federico Puppi\nDireção de movimento: Vanessa Garcia\nIluminação: Daniela Sanchez\nIdentidade visual: Loomi House\nAssessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda\nFotografia: Nil Caniné\nProdução: O Delirante Produções\nAssistente de produção: Azul Scorzelli\n \n \n
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