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SUMMARY:Com idealização, dramaturgia e performance de Bernardo Dugin, “Hétero Sigilo” reestreia no dia 7 de maio, no Teatro Glaucio Gill
DESCRIPTION:Sucesso de público e de crítica, com uma temporada de estreia esgotada em março, a peça “Hétero Sigilo” volta à cena a partir do dia 7 de maio no Teatro Glaucio Gill. No palco, o ator Bernardo Dugin reflete sobre heteronormatividade, violência simbólica e o custo psicológico de viver sob pactos de silêncio. Em sua estreia como dramaturgo, o artista revisitou uma experiência pessoal de violência LGBTQIAPN+ para construir uma reflexão íntima, sensível e contundente sobre os mecanismos sociais que exigem disfarce, performance e apagamento como forma de sobrevivência. Com direção de João Fonseca e direção musical e trilha original de Federico Puppi, o monólogo cumpre temporada entre 7 e 29 de maio, no Teatro Glaucio Gill (quintas e sextas e sábados, às 20h).\n \n“Hétero Sigilo” surgiu a partir de um ataque homofóbico sofrido por Dugin e seu namorado durante uma missa de sétimo dia em Nova Friburgo (RJ), em 2023. O episódio teve repercussão nacional e tornou o padre responsável réu por racismo qualificado, em um processo que discute os limites entre liberdade religiosa, liberdade de expressão e discurso de ódio. O Ministério Público do Rio de Janeiro também solicitou indenização por danos morais coletivos à causa LGBTQIAPN+, reconhecendo o impacto simbólico e social da violência.\n \nVivendo anos sob a máscara de um personagem hétero que ele mesmo criou, Dugin constrói um relato íntimo e potente sobre os pactos que fazemos para caber na sociedade. A peça expõe como a heteronormatividade ensina a mentir, performar e se aprisionar e aponta caminhos possíveis de coragem e pertencimento. “O espetáculo não é sobre assumir uma orientação sexual. É sobre o que a gente precisa esconder para continuar existindo sem ser punido por isso. A violência não começa no soco; começa no silêncio que a sociedade nos obriga a manter”, afirma Dugin.\n \nAntes de chegar ao teatro, “Hétero Sigilo” nasceu como um projeto transmídia de escuta e provocação. Durante a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, na Avenida Paulista, foi criada a “Caixa do Sigilo”, uma instalação onde pessoas relataram histórias reais de vidas vividas em anonimato. Em paralelo, o perfil “Hétero Sigilo” (@hetero.sigilo24) nas redes sociais satirizou situações cotidianas de quem vive sob a lógica do “sigilo”, alcançando quase 5 milhões de visualizações e consolidando o projeto como um fenômeno de engajamento antes mesmo de sua estreia nos palcos.\n \nA direção é assinada por João Fonseca, responsável por sucessos como “Cazuza” e “Minha Mãe é uma Peça”. “O que me interessa em ‘Hétero Sigilo’ é que ele não aponta o dedo, ele expõe um sistema. É uma peça íntima, mas profundamente política, porque fala do preço que se paga para caber numa norma que adoece”, diz o diretor.\n \nA trilha original e a direção musical são de Federico Puppi, cuja música atua como uma camada dramatúrgica contínua, ampliando silêncios, tensões e estados emocionais da cena.\n \nBernardo Dugin é ator, dramaturgo e diretor teatral. É o atual diretor do Grupo TACA, de Nova Friburgo, coletivo com 50 anos de história no teatro fluminense. No teatro, integrou a montagem “Sujeito a Reboque”, de Herton Gustavo Gratto, atuou em “Godspell – O Musical”, com direção de João Fonseca. Foi assistente de direção de Fernando Libonati em “As Cadeiras”, com Camilla Amado e Marco Nanini; e de Sura Berditchevsky na “Ópera do Menino Maluquinho”. Como diretor teatral, destaca-se por “Um Rio Dentro de Mim” (indicado ao Prêmio Rio.Musical) e “Tributo a Benito Di Paula”. No cinema, participou dos longas “M8” e “Deixe-me Viver”, além de curtas exibidos e premiados em festivais: “Baile de Máscaras”, “S2”, “SINAIS”, “Charlotty” e “Lente de Aumento”. Na TV, integrou produções da TV Globo (“Mania de Você”, “Todas as Flores”, “Éramos Seis” e “Em Família”) e da Record TV (“Paulo – O Apóstolo”, “A Rainha da Pérsia”, “Reis”, “Gênesis” e “Jesus”), além das séries “Baile de Máscaras” e “Brasil Imperial”. É professor de teatro e sócio-fundador da produtora O Delirante.\n \nJoão Fonseca é diretor de teatro, cinema e televisão. Estreia como diretor de teatro em 1997 na Cia Os Fodidos Privilegiados, de Antônio Abujamra, com “O Casamento”, de Nelson Rodrigues. Nos seus 25 anos de carreira tem em seu currículo mais de 80 espetáculos de todos os gêneros e diversas indicações e premiações como melhor diretor, como Prêmio Shell, Prêmio Bibi Ferreira e Prêmio Cesgranrio. Dirigiu alguns dos principais sucessos dos palcos e da TV no Brasil nos últimos anos, entre eles: “Tim Maia – Vale Tudo”, de Nelson Motta; “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical”, de Aloísio de Abreu; “Minha Mãe É Uma Peça”, de Paulo Gustavo, que depois se tornou filme; e “Maria do Caritó”, de Newton Moreno, com Lilia Cabral, que lhe rendeu o Prêmio Shell.\n \nFicha técnica:\n \nDramaturgia e performance: Bernardo Dugin\nDireção: João Fonseca\nAssistente de direção: André Celant\nCenário e figurino: Nello Marrese\nTrilha original e direção musical: Federico Puppi\nDireção de movimento: Vanessa Garcia\nIluminação: Daniela Sanchez\nIdentidade visual: Loomi House\nAssessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda\nFotografia: Nil Caniné\nProdução: O Delirante Produções\nAssistente de produção: Azul Scorzelli\n \n\n\n\nSERVIÇO\nEspetáculo: “Hétero Sigilo”\nTemporada: 7 a 29 de maio de 2026\nHorários: Quintas e sextas e sábados, às 20h\nLocal: Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde, s/n – Copacabana)\nDuração: 75 minutos | Classificação: 18 anos\nIngressos: R$ 70 (inteira) | R$ 35 (meia)\nVendas online: https://funarj.eleventickets.com/\nInstagram: @hetero.sigilo24 e @bernardodugin\n \n\n\n\n \n \n
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