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SUMMARY:Ilha Fiscal recebe exposição Todas as Histórias se Perdem, da artista Mary Dutra
DESCRIPTION:Quando as palavras se apagam, a arte pode ser o fio que reconecta tempos, memórias e afetos esquecidos. É esse o ponto de partida da exposição Todas as Histórias se Perdem – Palavras do Passado, da artista visual Mary Dutra, que será inaugurada na Ilha Fiscal, no dia 30 de outubro de 2025, no Rio de Janeiro, com curadoria de Fernanda Deminicis. A mostra apresenta um diálogo poético e documental entre Mary e seu bisavô, C. Paula Barros (1894–1955), reunindo obras inéditas que atravessam quatro gerações de sua família de artistas brasileiros de Belém e do Rio de Janeiro.\nCom um acervo centenário e memórias de familiares, Mary propõe uma releitura do passado à luz de sua própria trajetória, criando novas obras a partir dos escritos do bisavô, redigidos em um português original da década de 1920. A exposição reúne painéis, livros publicados entre 1928 e 1951, documentos históricos, videoartes, poemas e audioinstalações. “Nascemos em 1894 e 1984 respectivamente. Se o destino nos trocou os números, posso propor um embaralho de suas palavras”, afirma Mary.\nPara ela, o projeto é também uma forma de resgatar memórias e histórias que, embora importantes em seu tempo, deixaram de ser contadas ao longo das gerações. Ao lançar um olhar contemporâneo sobre a trajetória do bisavô, Mary propõe não apenas preservar, mas reconhecer o que foi esquecido. “Percebi que, ao revisitar a história dele, também estava fazendo uma releitura da minha própria história. Dar novas formas às palavras que ele deixou é uma maneira de trazer à tona tudo o que o tempo tentou apagar”, afirma a artista.\nO poeta C. Paula Barros foi uma figura destacada da cena intelectual brasileira da primeira metade do século XX, com obras que transitam entre literatura, música e jornalismo. Grande parceiro de Villa-Lobos, escreveu letras como “O Canto do Pagé”, além das versões brasileiras das óperas “O Guaraní” e “O Escravo”, de Carlos Gomes, encenadas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1935. Paraense de nascimento, foi professor de História das Artes no Instituto Nacional de Belas Artes, presidiu a Associação dos Artistas Brasileiros e foi membro da Academia Paraense de Letras. Escreveu 12 livros, além de colaborar com veículos como Jornal do Brasil e Correio da Manhã.\nInstalada na Ilha Fiscal – um espaço de memória histórica e potência arquitetônica no coração da Baía de Guanabara -, a exposição valoriza não apenas o legado da família, mas também o patrimônio cultural brasileiro. A mostra também convida o público a refletir sobre a transmissão das memórias e a construir pontes entre passado, presente e futuro. “Meu desejo é que cada visitante, ao conhecer a história da minha família, saia com vontade de descobrir a sua própria história”, conclui a artista.\nTodas as Histórias se Perdem – Palavras do Passado é apresentada por Alko do Brasil, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e com o apoio cultural da Marinha do Brasil, da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, da Zetalab e da C.Lux Iluminação.\nPara estimular a visita de famílias com crianças, a mostra conta com uma atividade infantil fixa, com desenhos para colorir e livros, permitindo que os pequenos se entretenham enquanto os adultos percorrem a exposição com mais calma.\nServiço\nExposição: Todas as Histórias se Perdem – Palavras do Passado\nArtistas: Mary Dutra e C. Paula Barros\nCuradoria: Fernanda Deminicis\nLocal: Ilha Fiscal – acesso via escuna ou micro-ônibus\nPeríodo: 30 de outubro de 2025 a 01 de fevereiro de 2026\nVisitação: De quinta a domingo\nAcesso Ilha Fiscal: Para acesso e visita à Ilha Fiscal é preciso adquirir ingresso. Todas as visitas são guiadas.\nIngressos: Podem ser obtidos pelo site https://www.marinha.mil.br/dphdm/ilha-fiscal ( https://www.marinha.mil.br/dphdm/ilha-fiscal ) ou diretamente no Espaço Cultural da Marinha, que fica na Orla Conde (Boulevard Olímpico), s/n, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro\nValores: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia)\nHorários regulares de saída para a Ilha Fiscal: 12h45, 14h15 e 15h30\nPatrocínio: Alko do Brasil, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura\nApoio Cultural: Marinha do Brasil, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, Zetalab e C.Lux Iluminação.\nParcerias: Orquestra Indígena/Fundação Ueze Zahran e Arte Tapajônica\nParceiro de mídia: Histórias de Cego\nRealização: Abstrato Azul\n
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